Apesar de não ter sido premeditado foi algo pensado. Naqueles breves segundos que teve delineou a estratégia e plantou a semente. Agora era esperar que crescesse.
E fez-se como ela queria e tinha sugerido.
Agora era esperar.
A campainha tocou e à falta de voluntários para a abrir obrigou-a a largar o que tinha entre mãos e ir até lá. Plantar o sorriso falso de "bem vindo, entre sff" e abrir. E assim o fez.
O olhar de reconhecimento. A falta de palavras e a certeza que era mútuo. E agora? Fugir não era opção, lidar com a situação era a única forma. A semente germinara e ela esquecera-se que a plantara.
Minutos que pareceram durar horas. Não por serem incómodos, mas por guardarem neles e nas palavras de circunstância tantas coisas que queriam ser ditas ou feitas.
Os sorrisos, os olhares, os silêncios... gritaram tudo aquilo que estava a ser calado. E ambos ignoraram o apelo que ouviam e continuaram na rotina, naquilo que havia a fazer por ser o correcto.
E a porta fechou-se novamente. Mas a tensão ficou no ar, toda ela. A oprimi-la. A susurrar-lhe agora o que ficou por dizer. O caminho que não podia ter sido seguido.
A respiração voltou. Só que um bocadinho alterada.
_______________________________________________
"O Sr. F. disse que o J. gostava muito da P."
Ai as coisas que uma pessoa escreve e lê....
This is just the online diary of a Portuguese girl living abroad! Disclaimer: all views and posts are just thoughts and feelings, this is like a diary. Comments are encouraged, but judgments not so much.
Thursday, October 09, 2008
Perspicácia
" - Patrícia, tu estás triste?"
" - Não quida, estou só cansada"
" - Não acredito..."
7 anos e não acredita em mim! Credibilidade Paty 0 - Perspicacia da Maria 1
raio dos miudos...
" - Não quida, estou só cansada"
" - Não acredito..."
7 anos e não acredita em mim! Credibilidade Paty 0 - Perspicacia da Maria 1
raio dos miudos...
Ikariam
Segundo a Wikipédia temos que:
"Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito" [1]) é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem."
Lanço eu aqui o desafio a quem o aceite:
"o" jogo, à luz desta definição, é para mim um vício ou não?
"Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito" [1]) é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem."
Lanço eu aqui o desafio a quem o aceite:
"o" jogo, à luz desta definição, é para mim um vício ou não?
Monday, October 06, 2008
OMG! Getting old...
Livetan 500!
Foi o que a minha médica achou que ia resolver os meus pequeníssimos problemas de sono! Apenas com dois ao jantar deveria apagar instantaneamente antes das 22h.
Mas como é de conhecimento público, eu e horários não nos damos, por isso até para o efeito dos comprimidos me atraso!!! Ora para dormir à 1h não preciso de tomar aquela cena que, cá entre nós que ninguém nos ouve, tem um efeito muito contrário ao da sonolência e eu me envergonho de escrever! Posto isto, hoje só tomo o vasodilatador para as cefaleias que dá tendência à depressão! Toda afanada como eu sou aquilo ainda funciona como antidepressivo e ainda me apanham num qualquer controlo anti-dopping!
Hoje curiosamente é cedíssimo para os meus padrões e sinto algum cansaço, além de algum aborrecimento por me encontrar online! Aliás, só estou online para poder aproveitar um bocadinho do vício, que há muito que não lhe dou a assistência devida!
Assim em termos de actualização devo informar que tenho um novo colega na minha sala! E o curioso da questão é que parece que não é um novo colega, é só um antigo colega que voltou... envelhecido à brava... parece que é o pai ou assim... Os tempos modernos são uma coisa maravilhosa! Lembro-me de ouvir contar que os pais passavam os postos de trabalho aos filhos, em jeito de legado ou de herança. Agora um pai ir "ocupar" o lugar do filho é para mim algo mais ou menos inédito! Mas claro que a haver teria de acontecer naquela maravilhosa e inédita empresa onde eu trabalho...
Pequena pausa, o líder da minha aliança acabou de se tornar também general, o que só mostra que o meu concorrente mais directo foi despromovido! Isto tem história!!!
Agora em termos de actualidade que este post está talhado a ser uma amálgama de info inútil: O SCP perdeu e o SLB não soube aproveitar. As equipas do norte estão em alta e o pessoal da 2ª circular só quer saber de engarrafamentos...
E por falar em futebol, mas que goleada foi aquela do Barcelona? Aquilo não é bonito de se fazer!!
Eu sei que devia falar de outro tipo de notícias como por exemplo a descida do preço do barril de crude, mas como, por algum motivo que eu e os srs do ACP (essa grande instituição da qual eu sou fã confessa)não percebemos, isso não se reflecte no preço do gasóleo, a notícia tem só um interesse muito relativo.
"nothing i was just checking something and forgot to return his position.
On the 07.10.2008 0:12 Paty wrote::
Done. He has 80,000.
Sorry but i have to ask, what happened to bmo?
On the 07.10.2008 0:06 punisha wrote::
yes. If they have over 60k points accept."
Ohhhh... foi só um esquecimento... e eu a pensar que tinha havido uma briga qualquer e que podia já preparar as tropas para pilhar os 6k do gajo...
E não é que acho que hoje me deito cedo?
Foi o que a minha médica achou que ia resolver os meus pequeníssimos problemas de sono! Apenas com dois ao jantar deveria apagar instantaneamente antes das 22h.
Mas como é de conhecimento público, eu e horários não nos damos, por isso até para o efeito dos comprimidos me atraso!!! Ora para dormir à 1h não preciso de tomar aquela cena que, cá entre nós que ninguém nos ouve, tem um efeito muito contrário ao da sonolência e eu me envergonho de escrever! Posto isto, hoje só tomo o vasodilatador para as cefaleias que dá tendência à depressão! Toda afanada como eu sou aquilo ainda funciona como antidepressivo e ainda me apanham num qualquer controlo anti-dopping!
Hoje curiosamente é cedíssimo para os meus padrões e sinto algum cansaço, além de algum aborrecimento por me encontrar online! Aliás, só estou online para poder aproveitar um bocadinho do vício, que há muito que não lhe dou a assistência devida!
Assim em termos de actualização devo informar que tenho um novo colega na minha sala! E o curioso da questão é que parece que não é um novo colega, é só um antigo colega que voltou... envelhecido à brava... parece que é o pai ou assim... Os tempos modernos são uma coisa maravilhosa! Lembro-me de ouvir contar que os pais passavam os postos de trabalho aos filhos, em jeito de legado ou de herança. Agora um pai ir "ocupar" o lugar do filho é para mim algo mais ou menos inédito! Mas claro que a haver teria de acontecer naquela maravilhosa e inédita empresa onde eu trabalho...
Pequena pausa, o líder da minha aliança acabou de se tornar também general, o que só mostra que o meu concorrente mais directo foi despromovido! Isto tem história!!!
Agora em termos de actualidade que este post está talhado a ser uma amálgama de info inútil: O SCP perdeu e o SLB não soube aproveitar. As equipas do norte estão em alta e o pessoal da 2ª circular só quer saber de engarrafamentos...
E por falar em futebol, mas que goleada foi aquela do Barcelona? Aquilo não é bonito de se fazer!!
Eu sei que devia falar de outro tipo de notícias como por exemplo a descida do preço do barril de crude, mas como, por algum motivo que eu e os srs do ACP (essa grande instituição da qual eu sou fã confessa)não percebemos, isso não se reflecte no preço do gasóleo, a notícia tem só um interesse muito relativo.
"nothing i was just checking something and forgot to return his position.
On the 07.10.2008 0:12 Paty wrote::
Done. He has 80,000.
Sorry but i have to ask, what happened to bmo?
On the 07.10.2008 0:06 punisha wrote::
yes. If they have over 60k points accept."
Ohhhh... foi só um esquecimento... e eu a pensar que tinha havido uma briga qualquer e que podia já preparar as tropas para pilhar os 6k do gajo...
E não é que acho que hoje me deito cedo?
Sunday, September 28, 2008
Dass...
Que sou estúpida. E complicada. E que não sei aproveitar as coisas que me caem no colo...
Desculpa bebé. Por não ter aceite o convite e por nos ter desiludido a ambos...
Desculpa bebé. Por não ter aceite o convite e por nos ter desiludido a ambos...
Tosse
Haviam coisas guardadas há tempo demais. Que já sufocavam todas as coisas que aconteciam e podiam vir a acontecer. Porque não havia espaço ou força para mais.
E a moinha continuava. O pensamento que não se apagava com o tempo. Ele ia e vinha, mas nunca se apagava, mesmo quando assim parecia.
Tanta energia gasta a construir muros e defesas. Sorrisos perdidos, sonhos não alcançados. Tudo destruido com um simples olhar. Com um sorriso. As barreiras cairam como se de papel fossem feitas.
E aceitou-se, porque não se podia fazer mais nada. O mal estava feito e não havia como voltar atrás. Não houve tempo para arrependimentos ou inversões estratégicas.
E lidou-se com isso, mais ou menos, durante muito tempo. Numa semi-obscuridade, num segredo partilhado com todos. Porque as barreiras foram tão destruídas que já não havia capacidade para ocultar o que se passava.
E com o passar do tempo elas foram sendo reconstruidas. Devagar, sofrendo uns abalos de vez em quando, mas sentindo a urgência a cada novo embate.
O tempo conseguiu erguê-las de novo, mas deixou sempre uma fenda aberta para aquele sorriso que as havia destruido. Enquanto ele pudesse espreitar por aquela fresta, a probabilidade de as quebrar novamente seria menor.
Até um dia. Em que as destruiu quase por completo novamente.
Mas desta vez elas estavam fortalecidas e resistiram ao embate. De momento. Porque as fundações continuam em risco de ruina. E a cada dia que passa, a cada pequeno abalo elas mostram mais a fragilidade que nelas habita.
E a dor que isso lhes traz é quase insuportável. Mas é apenas quase. E de alguma forma elas hão-de resistir e voltar a ser o que eram. Talvez mais fortes ainda!
_________________________________________________________________
Porque tosse? Porque há coisas que se agarram a nós de tal forma que sao piores que a tosse...
E a moinha continuava. O pensamento que não se apagava com o tempo. Ele ia e vinha, mas nunca se apagava, mesmo quando assim parecia.
Tanta energia gasta a construir muros e defesas. Sorrisos perdidos, sonhos não alcançados. Tudo destruido com um simples olhar. Com um sorriso. As barreiras cairam como se de papel fossem feitas.
E aceitou-se, porque não se podia fazer mais nada. O mal estava feito e não havia como voltar atrás. Não houve tempo para arrependimentos ou inversões estratégicas.
E lidou-se com isso, mais ou menos, durante muito tempo. Numa semi-obscuridade, num segredo partilhado com todos. Porque as barreiras foram tão destruídas que já não havia capacidade para ocultar o que se passava.
E com o passar do tempo elas foram sendo reconstruidas. Devagar, sofrendo uns abalos de vez em quando, mas sentindo a urgência a cada novo embate.
O tempo conseguiu erguê-las de novo, mas deixou sempre uma fenda aberta para aquele sorriso que as havia destruido. Enquanto ele pudesse espreitar por aquela fresta, a probabilidade de as quebrar novamente seria menor.
Até um dia. Em que as destruiu quase por completo novamente.
Mas desta vez elas estavam fortalecidas e resistiram ao embate. De momento. Porque as fundações continuam em risco de ruina. E a cada dia que passa, a cada pequeno abalo elas mostram mais a fragilidade que nelas habita.
E a dor que isso lhes traz é quase insuportável. Mas é apenas quase. E de alguma forma elas hão-de resistir e voltar a ser o que eram. Talvez mais fortes ainda!
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Porque tosse? Porque há coisas que se agarram a nós de tal forma que sao piores que a tosse...
Saturday, September 27, 2008
Chuva
Para aqueles que não tenham tido oportunidade de reparar: hoje voltou a chuva! Aquela do Outono e Inverno, que lava mesmo os carros em vez de os deixar ainda mais sujos!
Gosto de chuva quando posso estar dentro de casa a ouvi-la bater nas janelas. Sinto-me segura, não sei bem porquê.
E gosto de sair quando ela pára, ver tudo molhado e sentir aquilo cheiro maravilhoso a terra molhada. Aquele cheiro que adivinha a vida que está para vir depois da chegada da água.
Gosto de ver os pastos a tingirem-se de verde. Gosto das árvores cujas folhas ficam em tons de castanho e vermelho e que as deixam cair.
Gosto do processo. Porque para se recuperar há que primeiro despir-se das coisas velhas, deixar mesmo que o vento as leve.
Ou seja, acho que gosto do outono da minha meninice, na altura em que as estações do ano eram mesmo quatro e que dava para arrumar a roupa de Verão nos fins de Setembro e só a ir buscar novamente na Primavera.
____________________________________________________________________________________
Obviamente que quando resolvi abrir esta página para escrever algo não tencionava dissertar acerca do tempo... isso é daquelas coisas que se fazem no elevador, ou nos transportes públicos...ou quando não se tem mesmo mais nada para dizer...
Deve ser ali a última opção. Porque no fundo nada de novo há a dizer. Tudo se mantém. Estagnado, parado, sem novidades.
Parece que para elas surgirem temos de fazer algo por isso? pelo menos é o que consta por aí.
Claro que isso implica acção, movimento, vontade.... Tudo coisas altamente incompativeis com a chuva a bater na janela! Lamento, mas o tempo está contra mim e tenho de ir até ali fora para snifar aquele cheirinho a terra! Pode ser que me inspire e deixe o vento levar todas aquelas coisas velhas e inúteis que tenho guardadas dentro de mim para que uma nova eu possa nascer, igual mas mais forte que antes.
Até breve!
Gosto de chuva quando posso estar dentro de casa a ouvi-la bater nas janelas. Sinto-me segura, não sei bem porquê.
E gosto de sair quando ela pára, ver tudo molhado e sentir aquilo cheiro maravilhoso a terra molhada. Aquele cheiro que adivinha a vida que está para vir depois da chegada da água.
Gosto de ver os pastos a tingirem-se de verde. Gosto das árvores cujas folhas ficam em tons de castanho e vermelho e que as deixam cair.
Gosto do processo. Porque para se recuperar há que primeiro despir-se das coisas velhas, deixar mesmo que o vento as leve.
Ou seja, acho que gosto do outono da minha meninice, na altura em que as estações do ano eram mesmo quatro e que dava para arrumar a roupa de Verão nos fins de Setembro e só a ir buscar novamente na Primavera.
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Obviamente que quando resolvi abrir esta página para escrever algo não tencionava dissertar acerca do tempo... isso é daquelas coisas que se fazem no elevador, ou nos transportes públicos...ou quando não se tem mesmo mais nada para dizer...
Deve ser ali a última opção. Porque no fundo nada de novo há a dizer. Tudo se mantém. Estagnado, parado, sem novidades.
Parece que para elas surgirem temos de fazer algo por isso? pelo menos é o que consta por aí.
Claro que isso implica acção, movimento, vontade.... Tudo coisas altamente incompativeis com a chuva a bater na janela! Lamento, mas o tempo está contra mim e tenho de ir até ali fora para snifar aquele cheirinho a terra! Pode ser que me inspire e deixe o vento levar todas aquelas coisas velhas e inúteis que tenho guardadas dentro de mim para que uma nova eu possa nascer, igual mas mais forte que antes.
Até breve!
Tuesday, September 16, 2008
Tempo contado
"Bem me parecia que já durava há muito tempo"
Ouvi esta frase hoje. E referia-se a mim. Aparentemente sou uma pessoa que se farta das coisas muito depressa e que se nota perfeitamente...
Mas será que é verdade? A frase aplicava-se a um caso muito particular, mas a pessoa que a proferiu resolveu torná-la geral, como se me conhecesse perfeitamente.
Fiquei a pensar nisso.
Possivelmente sou mesmo assim. Canso-me das situações depressa porque as vivo intensamente. Ou pelo menos até ao ponto em que me permito vivê-las.
Estou a enganar-me a mim própria e às vezes consigo enganar quem me rodeia! Curioso, não?
O mais "particular" da questão toda é que eu pura e simplesmente não me permito viver as situações que realmente desejo. Idealizo-as mas não as concretizo. E depois elas perseguem-me por muito tempo. E parecem-me sempre as ideais. E se as vivesse o mais certo era perderem a aura de especiais... E desses nunca me canso ou enjoo...
Posso chatear-me de músicas, de sítios, de caras, de transportes, de comidas...sei lá, de quase tudo. Mas não me canso daquilo que realmente quero. Daquilo que amo.
Também sei que é palavra que não uso. Afirmo até muitas vezes que sou incapaz de amar. Secalhar é verdade, mas prefiro acreditar que talvez consiga. Só tenho falhado redondamente com o que amo...
E também sei que esta temática não é nova, mas tive de vir escrever isto.
Ouvi esta frase hoje. E referia-se a mim. Aparentemente sou uma pessoa que se farta das coisas muito depressa e que se nota perfeitamente...
Mas será que é verdade? A frase aplicava-se a um caso muito particular, mas a pessoa que a proferiu resolveu torná-la geral, como se me conhecesse perfeitamente.
Fiquei a pensar nisso.
Possivelmente sou mesmo assim. Canso-me das situações depressa porque as vivo intensamente. Ou pelo menos até ao ponto em que me permito vivê-las.
Estou a enganar-me a mim própria e às vezes consigo enganar quem me rodeia! Curioso, não?
O mais "particular" da questão toda é que eu pura e simplesmente não me permito viver as situações que realmente desejo. Idealizo-as mas não as concretizo. E depois elas perseguem-me por muito tempo. E parecem-me sempre as ideais. E se as vivesse o mais certo era perderem a aura de especiais... E desses nunca me canso ou enjoo...
Posso chatear-me de músicas, de sítios, de caras, de transportes, de comidas...sei lá, de quase tudo. Mas não me canso daquilo que realmente quero. Daquilo que amo.
Também sei que é palavra que não uso. Afirmo até muitas vezes que sou incapaz de amar. Secalhar é verdade, mas prefiro acreditar que talvez consiga. Só tenho falhado redondamente com o que amo...
E também sei que esta temática não é nova, mas tive de vir escrever isto.
Sunday, September 14, 2008
Regresso às aulas...ou ao trabalho...ou algo assim
Tecnicamente o meu regresso ao trabalho ocorrerá no dia de hoje, pelas 9h da manhã.
Curiosamente (ou não) a vontade é absolutamente nula! Não me apetece ir fazer o trabalho, nem ver as pessoas, nem ir para lá...Enfim, não me apetece. Preferia ficar em casa a hibernar o dia todo, coisa que não tive oportunidade de fazer nestas férias...
Em termos de rescaldo... as férias foram muito porreiras, o unico problema foi mesmo a duração, que deveria ter sido muito maior que a que foi. A minha sanidade mental beneficiaria em muito de mais.. sei lá... um mês longe daquilo tudo! Secalhar a melhor estratégia seria mostrar à minha médica que sou mais louca que ela e tinha logo um papelinho a dar-me uma baixa psiquiátrica! Mas como não me apetece passar uma temporada na Av. do Brasil, prefiro continuar a brincar à sanidade mental!
A minha princesa muda de casa amanhã.
E isso muda tudo para mim. Morro um bocadinho de cada vez que penso nisso, mas
é algo que podera ser benefico para ela. É só aceitar.
Curiosamente (ou não) a vontade é absolutamente nula! Não me apetece ir fazer o trabalho, nem ver as pessoas, nem ir para lá...Enfim, não me apetece. Preferia ficar em casa a hibernar o dia todo, coisa que não tive oportunidade de fazer nestas férias...
Em termos de rescaldo... as férias foram muito porreiras, o unico problema foi mesmo a duração, que deveria ter sido muito maior que a que foi. A minha sanidade mental beneficiaria em muito de mais.. sei lá... um mês longe daquilo tudo! Secalhar a melhor estratégia seria mostrar à minha médica que sou mais louca que ela e tinha logo um papelinho a dar-me uma baixa psiquiátrica! Mas como não me apetece passar uma temporada na Av. do Brasil, prefiro continuar a brincar à sanidade mental!
A minha princesa muda de casa amanhã.
E isso muda tudo para mim. Morro um bocadinho de cada vez que penso nisso, mas
é algo que podera ser benefico para ela. É só aceitar.
Sunday, September 07, 2008
Palavras soltas
E cá estou eu novamente.
Deveria estar a dormir, mas a insónia que agora me atacou não me permite que o faça. Passei o dia em sofrimento por não me conseguir deitar e descansar, e agora que me deitei não adormeci... Realmente viva a ironia.
O dia de hoje serviu-me para me lembrar de algumas coisas. Nomeadamente de algo que aconteceu há aproximadamente 2 anos. Corria o ano de 2006 e eu pela primeira vez tive a sensação de ter conhecido alguém desde sempre ao primeiro olhar. Para quem acredite em reencarnação: eu tinha a certeza que em alguma vida já tinha conhecido aquela pessoa! E tornamo-nos "amigos". Ainda hoje é das pessoas com quem tenho mais à-vontade (a nivel físico, vá...), senão a que tenho mais.
E curiosamente ontem à noite, numa saída absolutamente estranha e envolta em contornos difíceis (supostamente estariamos no Avante, quando na verdade andavamos a tentar descobrir o caminho para o Rodizio de Palhais...)encontrei alguem relativamente a quem tive exactamente a mesma sensação! Muiiiito estranho. Não sei se foi reciproco, mas lá que tive uma saída noturna com retorno diurno espectacular...
E porque estou a escrever isto aqui? Não sei bem, mas achei por bem deixar registado que é bom ousar e arriscar sair da toca e encontrar novos espécimes. Pode ser que hajam surpresas! :)
(Caso dúvidas hajam, estou a falar em termos meramente a nível de amizade!)
Deveria estar a dormir, mas a insónia que agora me atacou não me permite que o faça. Passei o dia em sofrimento por não me conseguir deitar e descansar, e agora que me deitei não adormeci... Realmente viva a ironia.
O dia de hoje serviu-me para me lembrar de algumas coisas. Nomeadamente de algo que aconteceu há aproximadamente 2 anos. Corria o ano de 2006 e eu pela primeira vez tive a sensação de ter conhecido alguém desde sempre ao primeiro olhar. Para quem acredite em reencarnação: eu tinha a certeza que em alguma vida já tinha conhecido aquela pessoa! E tornamo-nos "amigos". Ainda hoje é das pessoas com quem tenho mais à-vontade (a nivel físico, vá...), senão a que tenho mais.
E curiosamente ontem à noite, numa saída absolutamente estranha e envolta em contornos difíceis (supostamente estariamos no Avante, quando na verdade andavamos a tentar descobrir o caminho para o Rodizio de Palhais...)encontrei alguem relativamente a quem tive exactamente a mesma sensação! Muiiiito estranho. Não sei se foi reciproco, mas lá que tive uma saída noturna com retorno diurno espectacular...
E porque estou a escrever isto aqui? Não sei bem, mas achei por bem deixar registado que é bom ousar e arriscar sair da toca e encontrar novos espécimes. Pode ser que hajam surpresas! :)
(Caso dúvidas hajam, estou a falar em termos meramente a nível de amizade!)
Tuesday, August 26, 2008
O post da espera
Confesso desde já que este post se deve unica e exclusivamente à necessidade de me manter acordada por mais 15 minutos, de forma a poder mandar o ultimo bloqueio a um outro jogador...
Posto isto, posso continuar livremente a minha diarreia mental de hoje!
Pois bem, não tenho rigorosamente nada a dizer! Porque não tenho feito nada ultimamente! Por opção própria, devo acrescentar...
Estou numa fase cavernícula novamente e não há meio de deixar de hibernar (sendo que isto é metafórico, porque se há coisa que não ando a fazer muito ultimamente é a dormir...).
Ora este facto talvez se deva em parte a uma recaída absolutamente idiota e desnecessária que tive relativamente a uma questão que pensava já estar mais que resolvida e ultrapassada! Big new: não estava! Mas curiosamente, a dita recaída fez-me mais ou menos ultrapassar a questão... ou está a fazer, que o período de carência está a ser longo!
Continuando numa onda de animais (depois dos ursos e das corvinas) chega a vez de referir essas pequenas aves domésticas que na maior parte dos casos são amarelas e piam que se fartam: os canários! Não é que um que andava fugido regressou? E cheio de força e energia? Mas como sou uma pessoa que gosta de libertar animais eis que ergui um muro num instantinho, o desgraçado chocou com ele e bateu a asinha em outras direcções... Não o censuro, teria feito o mesmo...
A 5 minutos da hora do ataque percebo que o que acabei de escrever não faz sentido nenhum... a não ser para alguém que viva na minha cabeça e perceba as imagens idiotas... E esta ladainha só não vai continuar porque não me lembro de nenhum animal novo para referir... ou lembro mas não sei que animal é...
Posto isto, posso continuar livremente a minha diarreia mental de hoje!
Pois bem, não tenho rigorosamente nada a dizer! Porque não tenho feito nada ultimamente! Por opção própria, devo acrescentar...
Estou numa fase cavernícula novamente e não há meio de deixar de hibernar (sendo que isto é metafórico, porque se há coisa que não ando a fazer muito ultimamente é a dormir...).
Ora este facto talvez se deva em parte a uma recaída absolutamente idiota e desnecessária que tive relativamente a uma questão que pensava já estar mais que resolvida e ultrapassada! Big new: não estava! Mas curiosamente, a dita recaída fez-me mais ou menos ultrapassar a questão... ou está a fazer, que o período de carência está a ser longo!
Continuando numa onda de animais (depois dos ursos e das corvinas) chega a vez de referir essas pequenas aves domésticas que na maior parte dos casos são amarelas e piam que se fartam: os canários! Não é que um que andava fugido regressou? E cheio de força e energia? Mas como sou uma pessoa que gosta de libertar animais eis que ergui um muro num instantinho, o desgraçado chocou com ele e bateu a asinha em outras direcções... Não o censuro, teria feito o mesmo...
A 5 minutos da hora do ataque percebo que o que acabei de escrever não faz sentido nenhum... a não ser para alguém que viva na minha cabeça e perceba as imagens idiotas... E esta ladainha só não vai continuar porque não me lembro de nenhum animal novo para referir... ou lembro mas não sei que animal é...
Friday, August 08, 2008
Incertezas
São 23h47 e resolvi ligar o portátil para escrever.
Sei do que quero falar, só não quero escrever sobre isso.
Ora isso é um grande contra-senso, considerando que liguei o computador de propósito, não é?
Também posso fingir que o liguei para mandar uns ataques e fazer uns upgrades, não é?
Mas não foi...
Já ouviram aquele ditado que diz que mais vale arrepender-mo-nos por algo que fazemos do que por não fazermos algo? O que pensam disso? Tenho seguido mais uma estratégia de não seguir em frente quando sei que me posso magoar. Chamem-lhe o que quiserem, eu própria condeno, mas é a estratégia que tenho usado. E se contornar todos os sinais de alerta. Fingir que não os vejo (ou não os ver mesmo) e perceber que dói ainda mais do que estava à espera? O que faço depois?
Como lido com aquela dor que não vai embora nem por nada? Com as lágrimas que insistem em não sair?
Não estou a fazer sentido... Sorry about this.
Sei do que quero falar, só não quero escrever sobre isso.
Ora isso é um grande contra-senso, considerando que liguei o computador de propósito, não é?
Também posso fingir que o liguei para mandar uns ataques e fazer uns upgrades, não é?
Mas não foi...
Já ouviram aquele ditado que diz que mais vale arrepender-mo-nos por algo que fazemos do que por não fazermos algo? O que pensam disso? Tenho seguido mais uma estratégia de não seguir em frente quando sei que me posso magoar. Chamem-lhe o que quiserem, eu própria condeno, mas é a estratégia que tenho usado. E se contornar todos os sinais de alerta. Fingir que não os vejo (ou não os ver mesmo) e perceber que dói ainda mais do que estava à espera? O que faço depois?
Como lido com aquela dor que não vai embora nem por nada? Com as lágrimas que insistem em não sair?
Não estou a fazer sentido... Sorry about this.
Wednesday, August 06, 2008
Dass... - pensamentos ao metro...
Não gosto que se metam na minha vida!
Não gosto que questionem as minhas opções.
Não gosto que se finjam superiores a mim.
Não gosto que se façam melhores do que na realidade são para parecer bem.
Não gosto de uma série de coisas.
E acima de tudo, fico fodida da vida quando me lixam o dia só porque percebem que estou quase bem disposta. É gosto ou só pontaria?
...
Estou viciada na m**** do jogo, estou mesmo. E depois??? O que é que quem quer que seja tem algo a ver com isso? Se me deito às tantas, se não passo tempo a aturar as neuroses lá de casa, se prefiro mandar abaixo uma cidade ficticia a explodir na vida real... O problema é meu! Não prejudico ninguém. E se prejudicasse era só eu! Não me f**** c******!
...
Se não me apetece comer porque me hão-de estar a moer para ir almoçar quando lhes apetece? e não, não quero um gelado só porque estão em promoção! Vão lá à vossa vidinha e deixem-me na minha!
...
Estou farta de servir de chauffer à amiga, à mãe da amiga, aos filhos da amiga, ao amante da amiga... Não tenho obrigação disso! Não tenho disponibilidade mental para isso. Uma temporada está bem. Mas fazer disso obrigação? Quero pode sair do trabalho às 17h e ir dar um giro. Ao cinema, às compras, refugiar-me, conduzir, ouvir música em altos berros, mandar as sms que quiser sem alguém me perguntar para quem são, não falar no caminho para casa, não dizer que está tudo bem,... Mas não consigo dizer que não e continuo... Custa-me horrores ter de sair de casa às 7.30 quando podia perfeitamente sair às 8.15 e chegar a horas...
...
Preciso de férias! Do trabalho, da família, de mim. Tenciono desaparecer nas minhas férias de Setembro!
...
Se quero espetar uma cena na boca o que tem os outros a ver com isso? O furo fica na minha cara!
...
Quero que me passe o sono. Quero que me passe a neura. Quero passar eu.
Até...
Não gosto que questionem as minhas opções.
Não gosto que se finjam superiores a mim.
Não gosto que se façam melhores do que na realidade são para parecer bem.
Não gosto de uma série de coisas.
E acima de tudo, fico fodida da vida quando me lixam o dia só porque percebem que estou quase bem disposta. É gosto ou só pontaria?
...
Estou viciada na m**** do jogo, estou mesmo. E depois??? O que é que quem quer que seja tem algo a ver com isso? Se me deito às tantas, se não passo tempo a aturar as neuroses lá de casa, se prefiro mandar abaixo uma cidade ficticia a explodir na vida real... O problema é meu! Não prejudico ninguém. E se prejudicasse era só eu! Não me f**** c******!
...
Se não me apetece comer porque me hão-de estar a moer para ir almoçar quando lhes apetece? e não, não quero um gelado só porque estão em promoção! Vão lá à vossa vidinha e deixem-me na minha!
...
Estou farta de servir de chauffer à amiga, à mãe da amiga, aos filhos da amiga, ao amante da amiga... Não tenho obrigação disso! Não tenho disponibilidade mental para isso. Uma temporada está bem. Mas fazer disso obrigação? Quero pode sair do trabalho às 17h e ir dar um giro. Ao cinema, às compras, refugiar-me, conduzir, ouvir música em altos berros, mandar as sms que quiser sem alguém me perguntar para quem são, não falar no caminho para casa, não dizer que está tudo bem,... Mas não consigo dizer que não e continuo... Custa-me horrores ter de sair de casa às 7.30 quando podia perfeitamente sair às 8.15 e chegar a horas...
...
Preciso de férias! Do trabalho, da família, de mim. Tenciono desaparecer nas minhas férias de Setembro!
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Se quero espetar uma cena na boca o que tem os outros a ver com isso? O furo fica na minha cara!
...
Quero que me passe o sono. Quero que me passe a neura. Quero passar eu.
Até...
Tuesday, July 15, 2008
Ontem à noitinha...
Pensei em vir escrever a este espaço. Mas a preguiça e os lençóis impediram-me de vir ligar o computador. Grande erro, é muito melhor ter de me levantar hoje de madrugada para o fazer! Não é que já tenha dormido, mas ter de enfrentar a luz é chato...
Ora bem, pensava eu que tinha de vir aqui escrever as palavras que conheço e não sei juntar. Escrever o que me vai na alma e não sei explicar. Ora que bonito, isto lido rápido até rima e tudo!
Mas continuando o devaneio sem sentido que só vai ser lido daqui a um porradão de tempo (porque com a assiduidade que tenho a este blog até eu desisto de o vir ver!!) mais acrescento que não tenho puto de ideia do que hei-de para aqui contar... Aliás, para dizer algo como "não tenho puto de ideia" é porque o desespero é muito mesmo!!!
Vou contar uma história! Daquelas mesmo más e foleiras que há muitos anos as adolescentes compravam nos quiosques (felizmente nunca fui dessas, mil vezes o Tio Patinhas a comprar uma Bianca ou uma Sabrina - e não é que vi coisas dessas, velhas a cair aos bocados, à venda numa feira do livro??? A semana passada! E pelos vistos havia compradores e tudo...- mas adiante!!).
Ia eu escrevendo que tencionava contar uma história... Segue a referida:
"Era uma vez (lembro-me vagamento de ter começado outro post assim, tenho de fazer umas listagens de coisas a não repetir! - nomeadamente comentários parvos no meio de histórias sérias) uma árvore que vivia defronte a uma casa. Era uma árvore simples e despretensiosa. No Verão dava pêras e sombra, para além de albergar algumas famílias de passaritos. E no Inverno estava lá, firme e forte, parecendo aguentar todas as intempéries. Era uma simples pereira, sem grande história própria. Havia sido plantada muitos anos atrás, quando ainda não havia casa à sua frente. Ela cresceu e eventualmente cresceu a casa ao pé dela. E ela ficou com uma vista privilegiada para a entrada daquele lar. Porque aquele era mesmo um lar, com crianças e risos. Mesmo daquelas cenas à filme americano, com os meninos a brincarem felizes à sombra da dita pereira... E isso não mudou muito..."
pelo menos neste post idiota que insisto em escrever. Que raio de ideia falar da pereira aqui à frente da casa. Eu que nem gosto muito de pêras.... Ainda se fosse o pessegueiro ali do quintal, esse sim, mas a única vista que tem é mesmo para as galinheiras e isso é um grande aborrecimento além de que ainda desatava aqui a espirrar com o pó das penas...
Portanto... Uma vez que não quis apagar o que escrevi até agora, só me resta recomeçar (quase) tudo de novo...
Olha que se lixe! Assim como assim este blog foi começado para ser um diário online e quem sou eu (bem... a autora, mas isso é um pormaior) para mudar a finalidade do espaço?
2ª tentativa:
"Querido diário,
já passou algum tempo desde a última xx q aqui escrevi. Não é que não se tenham passado coisas, eu é que não tenho tido a capacidade de as vir aqui escrever... Algumas porque são demasiado pessoais, outras porque são demasiado dolorosas... outras que são demasiado parvas para serem partilhadas. E viva esta mega noção do ridículo, que chega ela própria a ser ridícula de impeditiva...
Bolas, fui interropida por uma sms... Perdi o fio de raciocínio que finalmente tinha encontrado. Mas curiosamente a sms trocada tem precisamente a ver com a (in)capacidade de desabafar enquanto se escreve. Antes fazia muito isso. Tive diários (ou cadernos, como quer que lhe queiram chamar) até muito tarde mesmo. Tipo... Até começar a trabalhar. Será que o trabalho que tenho matou em mim a vontade de escrever? Eu farto-me de divulgar que estou cada xx mais burra e limitada. Que é o trabalho um dos principais culpados. Será que este é só o sintoma mais visível para mim? Que é feito das longas cartas manuscritas que enviava a pessoas que via diariamente? Das páginas de textos sem sentido que gostava de escrever e que chamava quase invariavelmente
de "algo"? Da capacidade de deixar fluir por palavras aquilo que me ia na alma e que não consegui a verbalizar? All gone! E não vejo a situação a inverter. Apesar de estar aqui a teclar quase furiosamente (e isso é muito literal que este computador tem as teclas mais rijas que ja conheci em dias da minha vida) não estou a sentir a alma mais leve...
Hoje fui buscar a princesa ao infantário. Pensei em aproveitar o dia de férias e fazer-lhe uma surpresa. Ela normalmente delira quando a vou buscar ao infantário. Mas hoje não. cheguei lá, e como a minha chegada impossibilitou uns minutos mais a brincar com os amigos no recreio, amuou. Disse tudo aquilo que os miudos mimados dizem e fez quase tudo o que fazem. Coisas para as quais, infelizmente, já estou mais que vacinada. Mas hoje, por algum motivo que desconheço, ouvir o que ela disse magoou. E muito. Ou então foi a gota de água que faltava para encher um copo já muito cheio. Ela veio o caminho para casa amuada, a rabujar de xx em qd (especialmente quando um gato se atravessou à frente do carro e tive de testar os travões do carro às pressas), e eu vim o caminho todo a tentar engolir a bola que se tinha formado na minha garganta. Curioso como esta expressão pode ser tão literal... Vim a casa, entreguei-a à mãe e voltei a sair. Entrei no FU e percebi que não tinha para onde ir... Arranquei na mesma. E foi para o meu sítio. Para um cantinho à beira rio onde me sinto bem. Estive lá uma hora e tal. Dentro do carro, à sombra de um salgueiro a olhar para a maré que vazava e para as limícolas que por lá passavam. Muito ao longe via um casal a pescar e pensei que seria uma boa ideia andar com a cana no carro. E durante aquele tempo que ali estive pensei no bem que me faria chorar... e nem uma lágrima caiu. Nem daquelas enervantes que me fazem passar vergonhas no comboio, qd choro de tanto bocejar...
E o nó foi-se desfazendo, muito devagar. Não saiu completamente, mas aquela vista consegue sempre limpar-me um bocadinho o horizonte. Claro que quando cheguei a casa e disse onde tinha estado ouvi porque sou doida e aquilo está sempre deserto e é um perigo... o blá blá do costume. Eu sei que se preocupem, mas canalizem para coisas melhores, tá?
E o pior é que não sei ao certo como se desfaz este nó permanente no cérebro...
Recebi uma sms tão boa, que resumia tão bem aquilo que se sente... Mas como tenho a inteligência de uma alface apaguei...e a agora nem posso transcrever...
Quando era miuda fazia listas de coisas que tinha de fazer. Nada de grandes planos, coisas a curto médio prazo que queria e precisava fazer. E na altura, melhor ou pior, funcionava. Mas agora, por muito bem estruturada que essa lista esteja na minha cabeça, não a consigo concretizar...
E nem são assim muitas coisas, são é de grande dimensão!
E penso que devia pensar nas coisas que realmente fazem diferença para mim, que me fazem falta. Que devia resolver aquilo que está ao meu alcance. Assim de repente lembro-me de uma operação que está adiada há pelo menos 7 meses... de dois exames que vão sendo negligenciados (obrigadinha Susana, os meus pais não sabiam e eu teria preferido que se tivesse mantido assim)... e não estou a ver mais nada. Já nem falo em tratar desta tosse irritante que me acompanha ja nem sei há quanto tempo, que isso é tão ridículo que nem lembra a ng.
Ao invés disso ando a maturar em situações que não tenho como resolver, que envolvem pessoas muiiito próximas. Ou em situações que, por serem tão pontuais, não deviam ser pensadas mais do que o obrigatório. Ou em ziliões de outras coisas completamente insignificantes. Que ocupam espaço. Que moem o cérebro. Que o impedem de processar e tratar da info importante.
E como não consigo processar, vou fazendo escolha errada atrás de escolha errada. Ou então não... Afinal que escolhas tenho eu feito? Que tenho feito da minha vida? A resposta é simples: NADA! Tenho 26 (!!! dass....!!) anos e não atingi rigorosamente nada! "Cadê" a estabilidade? O amor? O emprego? Onde está a Paty projectada que nem parecida com o projecto ficou?
...
Fico-me por aqui, já escrevi coisas a mais, que nem vou reler para não ter a tentação de ler... Acrescento só que hoje me escreveram "já tax em idd d n trx só curtx, n keres um gajuh a seriuh?" (ou algo nesta onda). Nem sabia muito bem o que responder... É que nem as curtes andam para ai em alta, nc fui pessoa disso (PARVA) e mm qd elas surgem (as oportunidades) tenho tendência a fugir à última da hora... There must be something very wrong with me..
Kiss kiss
Até daqui a ???
Ora bem, pensava eu que tinha de vir aqui escrever as palavras que conheço e não sei juntar. Escrever o que me vai na alma e não sei explicar. Ora que bonito, isto lido rápido até rima e tudo!
Mas continuando o devaneio sem sentido que só vai ser lido daqui a um porradão de tempo (porque com a assiduidade que tenho a este blog até eu desisto de o vir ver!!) mais acrescento que não tenho puto de ideia do que hei-de para aqui contar... Aliás, para dizer algo como "não tenho puto de ideia" é porque o desespero é muito mesmo!!!
Vou contar uma história! Daquelas mesmo más e foleiras que há muitos anos as adolescentes compravam nos quiosques (felizmente nunca fui dessas, mil vezes o Tio Patinhas a comprar uma Bianca ou uma Sabrina - e não é que vi coisas dessas, velhas a cair aos bocados, à venda numa feira do livro??? A semana passada! E pelos vistos havia compradores e tudo...- mas adiante!!).
Ia eu escrevendo que tencionava contar uma história... Segue a referida:
"Era uma vez (lembro-me vagamento de ter começado outro post assim, tenho de fazer umas listagens de coisas a não repetir! - nomeadamente comentários parvos no meio de histórias sérias) uma árvore que vivia defronte a uma casa. Era uma árvore simples e despretensiosa. No Verão dava pêras e sombra, para além de albergar algumas famílias de passaritos. E no Inverno estava lá, firme e forte, parecendo aguentar todas as intempéries. Era uma simples pereira, sem grande história própria. Havia sido plantada muitos anos atrás, quando ainda não havia casa à sua frente. Ela cresceu e eventualmente cresceu a casa ao pé dela. E ela ficou com uma vista privilegiada para a entrada daquele lar. Porque aquele era mesmo um lar, com crianças e risos. Mesmo daquelas cenas à filme americano, com os meninos a brincarem felizes à sombra da dita pereira... E isso não mudou muito..."
pelo menos neste post idiota que insisto em escrever. Que raio de ideia falar da pereira aqui à frente da casa. Eu que nem gosto muito de pêras.... Ainda se fosse o pessegueiro ali do quintal, esse sim, mas a única vista que tem é mesmo para as galinheiras e isso é um grande aborrecimento além de que ainda desatava aqui a espirrar com o pó das penas...
Portanto... Uma vez que não quis apagar o que escrevi até agora, só me resta recomeçar (quase) tudo de novo...
Olha que se lixe! Assim como assim este blog foi começado para ser um diário online e quem sou eu (bem... a autora, mas isso é um pormaior) para mudar a finalidade do espaço?
2ª tentativa:
"Querido diário,
já passou algum tempo desde a última xx q aqui escrevi. Não é que não se tenham passado coisas, eu é que não tenho tido a capacidade de as vir aqui escrever... Algumas porque são demasiado pessoais, outras porque são demasiado dolorosas... outras que são demasiado parvas para serem partilhadas. E viva esta mega noção do ridículo, que chega ela própria a ser ridícula de impeditiva...
Bolas, fui interropida por uma sms... Perdi o fio de raciocínio que finalmente tinha encontrado. Mas curiosamente a sms trocada tem precisamente a ver com a (in)capacidade de desabafar enquanto se escreve. Antes fazia muito isso. Tive diários (ou cadernos, como quer que lhe queiram chamar) até muito tarde mesmo. Tipo... Até começar a trabalhar. Será que o trabalho que tenho matou em mim a vontade de escrever? Eu farto-me de divulgar que estou cada xx mais burra e limitada. Que é o trabalho um dos principais culpados. Será que este é só o sintoma mais visível para mim? Que é feito das longas cartas manuscritas que enviava a pessoas que via diariamente? Das páginas de textos sem sentido que gostava de escrever e que chamava quase invariavelmente
de "algo"? Da capacidade de deixar fluir por palavras aquilo que me ia na alma e que não consegui a verbalizar? All gone! E não vejo a situação a inverter. Apesar de estar aqui a teclar quase furiosamente (e isso é muito literal que este computador tem as teclas mais rijas que ja conheci em dias da minha vida) não estou a sentir a alma mais leve...Hoje fui buscar a princesa ao infantário. Pensei em aproveitar o dia de férias e fazer-lhe uma surpresa. Ela normalmente delira quando a vou buscar ao infantário. Mas hoje não. cheguei lá, e como a minha chegada impossibilitou uns minutos mais a brincar com os amigos no recreio, amuou. Disse tudo aquilo que os miudos mimados dizem e fez quase tudo o que fazem. Coisas para as quais, infelizmente, já estou mais que vacinada. Mas hoje, por algum motivo que desconheço, ouvir o que ela disse magoou. E muito. Ou então foi a gota de água que faltava para encher um copo já muito cheio. Ela veio o caminho para casa amuada, a rabujar de xx em qd (especialmente quando um gato se atravessou à frente do carro e tive de testar os travões do carro às pressas), e eu vim o caminho todo a tentar engolir a bola que se tinha formado na minha garganta. Curioso como esta expressão pode ser tão literal... Vim a casa, entreguei-a à mãe e voltei a sair. Entrei no FU e percebi que não tinha para onde ir... Arranquei na mesma. E foi para o meu sítio. Para um cantinho à beira rio onde me sinto bem. Estive lá uma hora e tal. Dentro do carro, à sombra de um salgueiro a olhar para a maré que vazava e para as limícolas que por lá passavam. Muito ao longe via um casal a pescar e pensei que seria uma boa ideia andar com a cana no carro. E durante aquele tempo que ali estive pensei no bem que me faria chorar... e nem uma lágrima caiu. Nem daquelas enervantes que me fazem passar vergonhas no comboio, qd choro de tanto bocejar...
E o nó foi-se desfazendo, muito devagar. Não saiu completamente, mas aquela vista consegue sempre limpar-me um bocadinho o horizonte. Claro que quando cheguei a casa e disse onde tinha estado ouvi porque sou doida e aquilo está sempre deserto e é um perigo... o blá blá do costume. Eu sei que se preocupem, mas canalizem para coisas melhores, tá?
E o pior é que não sei ao certo como se desfaz este nó permanente no cérebro...
Recebi uma sms tão boa, que resumia tão bem aquilo que se sente... Mas como tenho a inteligência de uma alface apaguei...e a agora nem posso transcrever...
Quando era miuda fazia listas de coisas que tinha de fazer. Nada de grandes planos, coisas a curto médio prazo que queria e precisava fazer. E na altura, melhor ou pior, funcionava. Mas agora, por muito bem estruturada que essa lista esteja na minha cabeça, não a consigo concretizar...
E nem são assim muitas coisas, são é de grande dimensão!
E penso que devia pensar nas coisas que realmente fazem diferença para mim, que me fazem falta. Que devia resolver aquilo que está ao meu alcance. Assim de repente lembro-me de uma operação que está adiada há pelo menos 7 meses... de dois exames que vão sendo negligenciados (obrigadinha Susana, os meus pais não sabiam e eu teria preferido que se tivesse mantido assim)... e não estou a ver mais nada. Já nem falo em tratar desta tosse irritante que me acompanha ja nem sei há quanto tempo, que isso é tão ridículo que nem lembra a ng.
Ao invés disso ando a maturar em situações que não tenho como resolver, que envolvem pessoas muiiito próximas. Ou em situações que, por serem tão pontuais, não deviam ser pensadas mais do que o obrigatório. Ou em ziliões de outras coisas completamente insignificantes. Que ocupam espaço. Que moem o cérebro. Que o impedem de processar e tratar da info importante.
E como não consigo processar, vou fazendo escolha errada atrás de escolha errada. Ou então não... Afinal que escolhas tenho eu feito? Que tenho feito da minha vida? A resposta é simples: NADA! Tenho 26 (!!! dass....!!) anos e não atingi rigorosamente nada! "Cadê" a estabilidade? O amor? O emprego? Onde está a Paty projectada que nem parecida com o projecto ficou?
...
Fico-me por aqui, já escrevi coisas a mais, que nem vou reler para não ter a tentação de ler... Acrescento só que hoje me escreveram "já tax em idd d n trx só curtx, n keres um gajuh a seriuh?" (ou algo nesta onda). Nem sabia muito bem o que responder... É que nem as curtes andam para ai em alta, nc fui pessoa disso (PARVA) e mm qd elas surgem (as oportunidades) tenho tendência a fugir à última da hora... There must be something very wrong with me..
Kiss kiss
Até daqui a ???
Paty
Tuesday, May 20, 2008
20.05.2008
Fazendo um breve update neste blog, já que também tenciono fazer no outro:
Está a chover lá fora. E cá dentro também, por muito que eu tente que assim não seja.
Curioso, agora que falei entrou na minha sala um raio de Sol que me bateu no braço. A acreditar em coincidências pensaria que é um sinal! Um empurrão que me diz que ainda se pode acreditar em dias felizes de Sol.
Hoje apetece-me acreditar nisso. Pensar que as coisas podem correr bem e que podemos ser felizes.
E que as coisas boas não estão só reservadas a alguns privilegiados que por aí andam!
Vou escrever no outro espaço. Hoje no comboio hei-de escrever algo pessoal e mais ou menos profundo para escrever por aqui. Agora vou só transcrever o que está no caderninho!
Está a chover lá fora. E cá dentro também, por muito que eu tente que assim não seja.
Curioso, agora que falei entrou na minha sala um raio de Sol que me bateu no braço. A acreditar em coincidências pensaria que é um sinal! Um empurrão que me diz que ainda se pode acreditar em dias felizes de Sol.
Hoje apetece-me acreditar nisso. Pensar que as coisas podem correr bem e que podemos ser felizes.
E que as coisas boas não estão só reservadas a alguns privilegiados que por aí andam!
Vou escrever no outro espaço. Hoje no comboio hei-de escrever algo pessoal e mais ou menos profundo para escrever por aqui. Agora vou só transcrever o que está no caderninho!
Friday, May 02, 2008
02.05.2008
Ter um computador à disposição tem destas coisas. Sabemos que o podemos usar, para dizer e fazer tudo aquilo que nos passar pela cabeça.
Mas o Sol brilha lá fora. Os passarinhos cantam e os gatinhos miam. Oiço a vida jovem (nota: 5 gatinhos bebé, por favor, ajudem-me a dá-los!!!) a chamar por mim e a Primavera a convidar-me a desfrutá-la. Para ver se derrete os icebergues que sinto cá dentro. Cá vai a confissão mais sentida e sincera dos últimos tempos: gelei por dentro e tenho estalactites a proliferar. O degelo ainda não chegou até mim e o Sol, por muito que tente (não que lhe ande a dar muitas hipóteses) não me chega à alma!
Tenho dito!
Mas o Sol brilha lá fora. Os passarinhos cantam e os gatinhos miam. Oiço a vida jovem (nota: 5 gatinhos bebé, por favor, ajudem-me a dá-los!!!) a chamar por mim e a Primavera a convidar-me a desfrutá-la. Para ver se derrete os icebergues que sinto cá dentro. Cá vai a confissão mais sentida e sincera dos últimos tempos: gelei por dentro e tenho estalactites a proliferar. O degelo ainda não chegou até mim e o Sol, por muito que tente (não que lhe ande a dar muitas hipóteses) não me chega à alma!
Tenho dito!
03.04.2008
Um dia destes hei-de encher este blog com todos os posts que já escrevi e não transcrevi.
Um dia este bloco vai ficar cheio de tudo aquilo que eu pensei em escrever e não consegui.
Um dia hei-de ficar vazia de tudo o que preciso de escrever.
Um dia hei-de conseguir não estar tão cheia de mim que sinto que vou rebentar.
Porque um dia vou absorver-me completamente e desligar-me de mim.
Hoje não é o dia! Será quando?
Um dia este bloco vai ficar cheio de tudo aquilo que eu pensei em escrever e não consegui.
Um dia hei-de ficar vazia de tudo o que preciso de escrever.
Um dia hei-de conseguir não estar tão cheia de mim que sinto que vou rebentar.
Porque um dia vou absorver-me completamente e desligar-me de mim.
Hoje não é o dia! Será quando?
[ainda não foi o dia...]
31.03.2008
Aquelas pequenas fendas que o tempo marcou. Marcas de esforço, dedicação, empenho.
Cada dia um pouco mais fundo, até que não se percebe que alguma vez não foi assim.
Porque as fendas interiorizam-se e passam a fazer parte. Marcas de um tempo que não passou pois é eterno.
Um sorriso cansado que pertence ao conjunto.
Sem ele não era aquele rosto, aquela alma, aquela vida...
Cada dia um pouco mais fundo, até que não se percebe que alguma vez não foi assim.
Porque as fendas interiorizam-se e passam a fazer parte. Marcas de um tempo que não passou pois é eterno.
Um sorriso cansado que pertence ao conjunto.
Sem ele não era aquele rosto, aquela alma, aquela vida...
Actualizações...
Não tenho grandes coisas para escrever, no entanto, como há disponibilidade para isso (e paciência) vou transcrever umas coisas que estavam armazenadas na agenda, escritas em viagens de comboio. Boa sorte para a leitura, se por isso optarem...
Até já!
Até já!
Thursday, April 10, 2008
09-04-2008
De livro aberto, as letras dançam perante os meus olhos, misturadas numa orgia de palavras e frases. Sei que encerram um significado que gostaria de conhecer. Perder-me naquele bailado que as caracteriza e deixar-me levar, como em tantas outras danças em que elas venceram.
Dançava na esperança de um dia, talvez, saber dançar sozinha e lançar-me na pista antes de todos os outros, mas esse dia não chega e continuo sem ter o ritmo mágico dentro de mim. Aquele balanço que pode fazer os outros dançar.
A incapacidade de fazer e de apenas se ir sendo o que os outros escrevem, pensam, sentem.
A inexistência de uma vontade (personalidade) própria. E a inabilidade de haver uma revolta contra esta situação.
Porque enquanto as letras não dançarem, eu não vou conseguir sair do meu lugar...
Dançava na esperança de um dia, talvez, saber dançar sozinha e lançar-me na pista antes de todos os outros, mas esse dia não chega e continuo sem ter o ritmo mágico dentro de mim. Aquele balanço que pode fazer os outros dançar.
A incapacidade de fazer e de apenas se ir sendo o que os outros escrevem, pensam, sentem.
A inexistência de uma vontade (personalidade) própria. E a inabilidade de haver uma revolta contra esta situação.
Porque enquanto as letras não dançarem, eu não vou conseguir sair do meu lugar...
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